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Falar da Reforma Protestante requer cautela. Os mais apaixonados podem considerá-la uma revolução; os mais céticos, uma mudança de paradigmas que balançou com a estrutura religiosa mas não totalmente a social; e os mais sensatos,...

Falar da Reforma Protestante requer cautela. Os mais apaixonados podem considerá-la uma revolução; os mais céticos, uma mudança de paradigmas que balançou com a estrutura religiosa mas não totalmente a social; e os mais sensatos, um evento que iria acontecer mesmo não havendo Lutero.

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O desejo crescente entre os sensatos de que a Igreja Católica Apostólica Romana precisava de uma reforma já não era incomum desde o século XIV. A ideia percorria nas veias dos reformadores desde antes de Martinho Lutero, e as bases para o alvorecer intelectual do Iluminismo até os dias de hoje iniciam-se com os acontecimentos desses séculos de revolução religiosa.

Com o alvorecer da riqueza da Igreja, do seu aparato político e social, e das bases indeléveis que oferecia aos pequenos reinos feudais medievais e às bases que sustentavam o crescimento das grandes cidades europeias modernas, a Igreja começou a acumular riquezas e poderes inimagináveis, capazes de mexer com a mente de qualquer moralista.

O historiador Will Durant relata que:

No decorrer do século XIV, a Igreja sofreu humilhações políticas e decadência moral. Tinha principiado com a sinceridade e devoção profundas de Pedro e Paulo; tinha-se desenvolvido em um sistema majestoso de disciplina, ordem e moralidade familiares, escolares, sociais e internacionais; estava agora degenerando em um interesse adquirido, entregue à própria perpetuação e à finança. (DURANT, 1957, p. 6)

Nesse contexto e dois séculos após a estrutura do relato de Durant, entre várias outras figuras de contraste, surge Martinho Lutero, filho de católicos que, em vida e postumamente tornou-se reconhecido por ser um dos mais ferrenhos combatentes do status quo religioso da época, combatendo, principalmente, em suas 95 Teses apregoadas na Igreja do Castelo de Wittenberg, pressupostos das ações do Papa e das indulgências realizadas pela Igreja.

As Teses instantaneamente criaram rebuliço no pensamento religioso, e os que defendiam as ideias de Lutero e os que não o faziam começaram a tornarem-se evidentes. A partir das Teses, Lutero conseguiu realizar o processo que já estava por implodir naquela época: o contestamento das ações da Igreja. Ele fez o que os demais não conseguiram ter eficácia em fazer. Fez as críticas, anteriormente difundidas apenas em meios mais restritos, tornarem-se aparatos literários e bem difundidos, em plena época em que a impressora inventada por Johannes Gutenberg ganhava verdadeira utilização em grande massa.

Por certo, podendo difundir suas ideias mais rapidamente pela grande quantidade de impressões de suas ideias e debates realizados, Lutero pôde ganhar apreço por grande parte da população e de gentes de alto escalão, como nobres e príncipes, que também achavam que a Santa Igreja estava à beira do precipício, sendo complacentes com a corrupção, atos de imoralidade e afins. De consequências dessas grandes turbulências, a Igreja Católica Apostólica Romana tenta se reformar até hoje, pois ela é herdeira, ainda hoje, de alguns aspectos do que os reformadores expuseram e combateram no passado.

Em relação aos combates, os ideais questionadores dividiram a fé cristã, e um novo galho brotou do Novo Testamento, opondo-se ao que a Igreja havia primariamente interpretado das Escrituras.

O fundamentalismo religioso, apesar de a época oferecer um Renascimento quanto aos valores clássicos, tanto na filosofia literária quanto na arte, estava em grande ápice. E as cruzadas entres a fé e quem os católicos consideravam hereges eram plenamente vigentes. A Europa, outrora monopólio católico, tornou-se em dois polos sangrentos. De um lado, reinos defendendo a reivindicação de Lutero, do outro, a urgência de acabar com os ideais revolucionários que ele ele fez brotar contra a fé católica.

Nesse contexto, os mais sensatos, citados anteriormente por já haverem visto a necessidade de uma reforma na Igreja, eram acusados dos dois lados, como Erasmo de Roterdã, que defendia desde o princípio uma reforma da Igreja através das ideias e não da violência — para onde aquilo tudo havia se encaminhado. E essa foi sua sina por não tomar partido por nenhum dos lados, por reconhecê-los errôneos em suas dúbias ações.

Mas as consequências da reforma em andamento seriam extensas. A Guerra dos Trinta Anos, sendo pressuposto quase direto das divisões que a Reforma havia ocasionado na Europa, trouxe novos ares e formas para a estrutura da sociedade européia. Apesar do embalo político para a derrocada dos Habsburgo na Europa Central por parte de reinos que se viam ameaçados por seu crescimento, A Guerra dos Trinta Anos teve suas bases, primariamente, nos conflitos faiscados por Lutero e a ascensão dos Protestantes para o restante da Europa, e tornou visível a aceitação mútua de que não haveriam vencedores nem do lado dos Protestantes nem do lado dos Católicos na grande batalha sangrenta.

Ao fim da guerra, a Europa começou a vivenciar um florescimento no campo intelectual. A Reforma, que foi base para a guerra, trouxe luz à crescente diversidade de pensamentos da época, a começar pelo secularismo e o “quase fim” das perseguições, pois a pluralidade no pensamento religioso entre as nações europeias ofereceu aos pensadores refúgios em outras nações das que os perseguissem por suas ideias.

Nesse contexto, Bertrand Russell relata que:

A repulsa pela guerra teológica cada vez mais voltou a atenção dos competentes para o saber secular, em especial à matemática e à ciência. Essas são algumas das razões que explicam o fato de o século XVII conter os nomes de maior destaque na filosofia e realizar o progresso filosófico mais notável desde os tempos gregos […]. (RUSSELL, p. 654, 2016)

Portanto, Russell deixa claro que o mundo intelectual moderno, ou o Iluminismo, deve seu florescimento especialmente aos esforços contra o seguimento religioso vigente da época e às consequências que vieram após o embate ocasionado pelo questionamento das ações da Igreja Católica Apostólica Romana.

Enfim, é necessário entender que o evento ocorrido nos primórdios do século XVI que balançou as estruturas da sociedade europeia, era esperado a qualquer momento desde o século XIV, como relatado no início deste ensaio. Foi preciso, porém, alguém com audácia suficiente e espírito verdadeiramente religioso para saber lidar com as consequências que viria com um contestamento da estirpe que foi o realizado contra a hegemonia da Igreja da época.

Hoje, ficou visível que as ações dos protestantes deu âmago a várias novas raízes de matriz cristã e fez com que o poder que a Igreja continha sobre os estados da época diminuísse, dando ao mundo moderno, mesmo que sem a intenção, a chance de viver secularmente e desconectado de qualquer instituição religiosa, o que fez, consequentemente, as ideias florescerem sem que nenhum poder religioso tivesse o poder de ocultá-las. Isso, porém, perduraria apenas nos países que herdariam a cultura religiosa europeia.

Bibliografias

DURANT, Will. A história da civilização VI. A Reforma. História da civilização européia de Wyclif a Calvino: 1300-1564. Record. 1957.

LUTERO, Martinho. 95 Teses. Debate para o Esclarecimento do Valor das Indulgências pelo Doutor Martinho Lutero. 1517.

RUSSELL, Bertrand. História da Filosofia Ocidental: A Filosofia Moderna. Nova Fronteira, 2016.

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