Empresas aeroespaciais americanas estão interessadas em lançar foguetes a partir do Brasil

Um grupo que representa cinco empresas de foguete privados dos EUA visitou o Brasil em dezembro do ano passado para se encontrar com a agência espacial do país e analisar a possibilidade de lançar foguetes...

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Um grupo que representa cinco empresas de foguete privados dos EUA visitou o Brasil em dezembro do ano passado para se encontrar com a agência espacial do país e analisar a possibilidade de lançar foguetes do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA).

O Departamento de Comércio dos EUA foi informado sobre a viagem, organizada por membros da indústria espacial privada. O grupo reuniu-se com vários funcionários do governo e militares do Brasil e analisou as instalações que podem ser adequadas para a fabricação, montagem e lançamento de satélites.

O complexo de lançamento na costa norte do Brasil oferece uma oportunidade de lançamento perto do equador, bem como o Centro Espacial da Guiana, que fica ao norte do equador, na Guiana Francesa.

Um complexo de lançamento equatorial oferece a oportunidade de diminuir a quantidade de combustível que os foguetes precisam para alcançar órbitas geossíncronas – muitas vezes o local preferido para satélites – em até 20% ou mais, reduzindo o custo de cada lançamento. Boeing, Lockheed Martin e Vector estão interessadas nas economias de custos que Alcantara pode oferecer para lançar satélites.

“A Vector está muito interessada na oportunidade”, disse o CEO da Vector, Jim Cantrell, à CNBC, acrescentando que a visita incluiu representantes da empresa da Boeing, Lockheed Martin, SpaceX e Microcosm.

“Alcantara tem uma série de vantagens, uma delas sendo a sua capacidade de alcançar a órbita geossíncrona. É preciso muito menos combustível para o lançamento do equador para essas órbitas”, disse Cantrell.

O ministro brasileiro da Defesa, Raul Jungmann, disse aos repórteres que o complexo poderá suportar até cinco blocos de lançamentos. Boeing e Lockheed disseram em declarações que as empresas estão interessadas em extender o diálogo com funcionários do Brasil.

“Embora não haja decisões formais neste momento, esperamos um diálogo contínuo”, disse um porta-voz da Lockheed Martin à CNBC em um comunicado. A Boeing, que enviou dois executivos na viagem, também disse em uma declaração que a empresa considera que as parcerias internacionais desempenham um papel importante à medida que a indústria espacial se desenvolve.

“Estamos ansiosos para a participação do Brasil”, disse a Boeing, que também está discutindo uma possível parceria com a brasileira Embraer, que fabrica pequenos aviões comerciais e jatos militares. O governo detém uma participação de ouro na Embraer, permitindo vetos no acordo que altere seu interesses de controle ou que envolva programas estratégicos. O CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse à CNBC na semana passada que está “se aproximando” de um acordo com a Embraer que “irá satisfazer as necessidades de todos os envolvidos”.

A SpaceX não compartilha um interesse contínuo em estabelecer operações de lançamento em Alcântara, informou a empresa à CNBC.

“Alegações de que a SpaceX está interessada em fazer lançamentos do Brasil são imprecisas”, disse o porta-voz John Taylor em um comunicado.

Microcosm, um empreendimento de foguetes de baixo custo em Torrance, na Califórnia, não respondeu a um pedido de comentários da CNBC.

Cantrell diz que o obstáculo para um acordo com o Brasil é a assinatura de um Contrato de Proteção de Tecnologia (TSA) com os EUA, para proteger informações confidenciais dos foguetes exportados para o Brasil. Sob o regime voluntário de controle de tecnologia de mísseis assinado em 1995, o Brasil deslocou seu programa espacial do controle militar para o controle civil e implementou leis para proteger a propriedade intelectual estrangeira.

Uma nova janela de oportunidade pode estar disponível para a cooperação entre os interesses do espaço comercial dos dois governos. Legisladores e oficiais militares brasileiros expressaram uma nova ânsia de estabelecer uma nova TSA, combinada, por sua vez, com o interesse das empresas americanas. Um acordo de não proliferação com os EUA pode colocar o Brasil no caminho de uma indústria espacial cada vez mais valiosa.

A Vector está se programando para lançar seu primeiro foguete, Vector-R, em órbita no mês de julho, o próximo passo importante do objetivo da empresa de lançar mais de 100 vezes por ano. A Boeing e a Lockheed Martin estão trabalhando em cápsulas de tripulações – uma para enviar astronautas em órbita da Terra e outra para viagens espaciais -, além de construir satélites e o novo foguete Space Launch System para a NASA.


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CNBC

Tradução e adaptação de Élisson Amboni

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